sexta-feira, março 27, 2009

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE

- 2ª CAMINHADA DE BLOGUISTAS BAD&LIS -

- 28 DE MARÇO -

- SERRA DA FREITA-

- BLOGUES...COMO EXERCÍCIO PROFISSIONAL -

A semelhança dos Capitães de alto mar que registam nos seus Diários de Bordo as vivências diárias das suas navegações, também os profissionais da Informação e do Conhecimento usam os Blogues ou quaisquer outros formatos das novas redes sociais (Facebook,Twitter,etc), como páginas de registo de um qualquer diário, em que se substitui a intimidade e a individualidade pela partilha com toda a rede global.

Partilha essa que é feita através das palavras e/ou imagens, de informação e/ou conhecimento, de todas as descobertas e conquistas, desejos e vontades, aventuras e desventuras, ocasionais desilusões e eternas esperanças ou simplesmente meras futilidades que fazem parte do nosso quotidiano diário.

No caso das “Crónicas de um Bibliotecário-Ambulante” relatadas no Papalagui elas surgiram de um forma muito natural. Com o início das andanças da Bibliomóvel a quantidade e a qualidade das imagens e situações que diariamente “assaltavam” os meus sentidos, era tão grande e variada que seria um desperdício não ser recolhido e divulgadas.

A importância destes modos de partilha e divulgação jogam um importante papel na aproximação, não só entre pares, mas também entre os nossos visitantes e futuros utilizadores. Através do Papalagui algumas populações mais isoladas tiveram acesso a uma importante fonte de contacto com familiares, que ao visitarem as Crónicas podem ir mantendo contacto não só com imagens da sua terra natal, mas igualmente com familiares e conhecidos.

O Papalagui surgiu assim da necessidade não só de partilha, mas igualmente da tentativa de dar visibilidade a um projecto que abracei com toda a minha Razão e Emoção e que doutra forma dificilmente seria conhecido e divulgado.

O Papalagui

(Olhando para a lista de participantes - http://ratodebiblioteca.blogspot.com/ - vejo que estão representados alguns dos mais emblemáticos e bem concebidos blogues ligados ao “Pó dos Livros” e aos “Bites de Informação” por isso estas oportunidades de são convívio com a natureza, podem ser importantes estímulos para a criação de importantes sinergias que nos levem à promoção de actividades e de atitudes, importantes para o reconhecimento não só da nossa profissão mas principalmente da nossa Missão.)

Saudações Bibliotecárias-Ambulantes

Nuno Marçal

Bibliotecário-Ambulante



sexta-feira, março 20, 2009


Y Nacerás

Qué ganas chiquitito de cosquillearte los pies,

los mismos pies que ahora patean en la panza de mamá

y dar mas vueltas que una oreja alrededor de tu niñez...

Qué ganas chiquitito de que nazcas de una vez.

Qué ganas chiquitito de poderte conocer,

saber si somos parecidos, como yo de mi papá

y rezongarle a tu apetito que nos despierta a las tres...

Qué ganas chiquitito de que nazcas de una vez.

Y nacerás y naceré...

cuando voz rías reiré,

y digo más... te alzaré

pero solo si te portas bien.

Qué ganas chiquitito de saber qué color es

el que elegiste en tus ojitos, en tu pelo y en tu piel,

saber si sos un chiquitito hombre, o tal vez mujer.

Qué ganas chiquitito de que nazcas de una vez.

Qué ganas chiquitito de que un día fuera un mes,

nos faltaría tan poquito a los dos para nacer

y saludarnos despacito, que mamá descanse bien.

Qué ganas chiquitito de que nazcas de una vez.

Qué ganas chiquitito de que nazcas de una vez

Ignacio Copani


CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE


Este é o estado de espírito do Bibliotecário-Ambulante, prestes a iniciar a aventura de ser PAI de um rapaz chamado Tomás!



- 21 DE MARÇO -
DIA MUNDIAL DA POESIA


Porque
 
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não
 
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
 
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
 
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
 
                      Sophia de Mello Breyner Andresen

enxertia

calmos cachopos

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
PADRÃO - LAMEIRA DE ORDEM - PALHOTA - MONTE FUNDEIRO

quarta-feira, março 18, 2009

perspectivas habituais

"deus sabe que já tive o meu quinhão...!"

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
RABACINAS - SOBRAL FERNANDO - MAXIAIS

sexta-feira, março 13, 2009

quarta-feira, março 11, 2009

"vossemecê tem aí 2 dê-me aí 1 revista para mim!"

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
ALVITO DA BEIRA - SOBRAINHO DOS GAIOS

quinta-feira, março 05, 2009

tesouro empilhado

"humm...!! tens a certeza!?"

"...é a rua da câmara...!"

"que rua de proença está nessa fotografia antiga...!?"

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
CORGAS-MALHADAL

quarta-feira, março 04, 2009

arrebanhar

descansar

gadanhar

estreantes

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
RABACINAS - SOBRAL FERNANDO - MAXIAIS

segunda-feira, março 02, 2009

tecedeira
(Maria Lidia do Nascimento Delgado - Lídia Cesteira)

dobadoura

urdeira

tear

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
CUNQUEIROS - FÓRNEAS

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

encantamento

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
VALE DAS BALSAS - CATRAIA CIMEIRA - PÓVOA

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE

Menino Sonhador

Era uma vez um menino sonhador, sonhador como são todos os meninos de 10 anos, que tinha uma relação de proximidade com os livros muito forte, fruto da grande insistência por parte dos seus progenitores, que desde muito cedo incentivaram essa proximidade e alimentaram essa cumplicidade.

Desde os livros de pano até às enciclopédias de História, Geografia e Ciências Naturais, passando pelas aventuras de Julio Verne, Enid Blyton, Rudyard Kipling e sem esquecer as BD da Disney, Tintin, Astérix, Lucky Luke, Turma da Mónica, Major Alvega, Mamselle X, ENE3 e afins… eram presentes assíduos em aniversários e períodos natalícios.

Esse menino, quando acabou a 4ª classe, recebeu do seu professor uma prenda, que apesar de não lhe ser estranha (livro), levantou alguma estranheza e falta de compreensão em relação ao seu enredo.

Resumindo o livro, este relatava as aventuras e perplexidades de um chefe índio de uma ilha dos Mares do Sul trazido por uns missionários para um qualquer país ocidental, este confronto com algumas incongruências da nossa vivência ocidental confundiu e de que maneira, a jovem e sonhadora mente desse menino.

Havia outra importante personagem, essencial nesta vivência e convivência com os livros, era o livreiro responsável pela livraria que existia a meio da avenida, onde os seus progenitores possuíam um pequeno comércio dedicado a outras delícias, estas de cariz mais gastronómico.

Manhãs e tardes sem conta, sentado nos degraus da sala principal, ou no chão em frente as prateleiras da BD a folhear, cheirar e ler álbuns inteiros, sem a obrigação de adquirir nenhum (embora muitos deles tenham ido parar a alguma ou outra lista de presentes). Havia ocasiões em que as portas da livraria se fechavam (para um café e pastel de nata) mas o menino, esse, ficava com o beneplácito do livreiro, qual guardião de um templo vazio de gente, mas repleto de personagens e mil e uma aventuras, que transformavam o aparente silêncio de uma loja vazia numa contínua algazarra de guerras, batalhas e duelos ao pôr do sol.

Passado um par de anos, vieram as revoluções do universo ZX Spectrum 48K (128K), a NBA, o Benfica, os rallyes, a Formula 1, as miúdas do pátio de basket e do pátio de voley, as diferenças entre “surfistas” e os “metálicos” que eram avidamente discutidas e escalpelizadas nos intervalos (e durante as aulas!) do Liceu.

Nos trajectos diários a caminho do Liceu, num atalho tantas vezes percorrido, havia uma imagem longínqua no estaleiro municipal que se destacava, um veículo estranhíssimo com formas bizarras e pouco aerodinâmicas, captava atenção desse menino agora com 13 anos.

Certo dia essa imagem longínqua, passou a estar ali a mão de semear, e todos os dias o menino se abeirava dessa aberração automobilística com um olhar curioso e sonhador, igual ao de todos os meninos de 13 anos, com o qual explorava o seu interior em busca de sentido e missão para tão bizarro veiculo.

Ao vislumbrar que o interior desse veículo era forrado de cima a baixo e dos lados de prateleiras e livros, logo imaginou a missão para qual estava moldada aquela aberração com quatro rodas, a que chamavam Biblioteca Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian.Como todos os meninos de 13 anos, também este imaginava onde e o que estaria a fazer dali a uns anos.

Por mais do que uma vez lembrou-se que como seria interessante e curioso andar com um veículo semelhante, a calcorrear terras e gentes diferentes todos os dias, transportando livros para observar, tocar, cheirar, ouvir e ler…

O Papalagui


segunda-feira, fevereiro 23, 2009

guardião

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
PERGULHO - VALE DE ÁGUA - MOITAS

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

escolhas maternais

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
PADRÃO - LAMEIRA DE ORDEM - PALHOTA - MONTE FUNDEIRO

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

sem título

tesouro

portões do tesouro

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
CORGAS - MALHADAL

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

ciclos agrários

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
RABACINAS - SOBRAL FERNANDO - MAXIAIS

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

lanchar

de passagem

"por favor dá-me esse!!"

mascarado

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
PEDRA DO ALTAR - PERAL - VALE DA MUA

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

vénia ao desporto rei

santo dvd

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
CUNQUEIROS - FÓRNEAS

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

fim/principio do ciclo vinhateiro

parqueamento comunitário

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
VALE DAS BALSAS - CATRAIA CIMEIRA - PÓVOA