segunda-feira, junho 15, 2015

aqueles...

e ela(alface da calçada) vai medrando!

"estava a acabar umas tarefas..."

gata pela trela

aqueles...

portas duplamente abertas 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
cimadas cimeiras - cimadas fundeiras - vergão 

quinta-feira, junho 11, 2015

mensageiro transportador

 mensageiro transportador 

 remessa entregue 

 sala de estar 

 leitura futura 

"bora lá embora!"

crónicas de um bibliotecário-ambulante
cunqueiros - fórneas - pedras brancas 

terça-feira, junho 09, 2015

" sempre na bisga....!!!"

 sombra protectora

 o largo 

 " sempre na bisga....!!!" 

 que o céu não caia!

 ir & retornar

semi-nua 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
alvito da beira - sobrainho dos gaios

sexta-feira, junho 05, 2015

tronco a tronco

 S

 tronco a tronco 

(+) arejado 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
pergulho - vale de água - serimogão - moitas 

quinta-feira, junho 04, 2015

"venha daí!"

 upssss esqueci-me! será que dá para chegar? tem de dar.

 ir,trazer,estar,falar,escolher,levar e ir.

 "venha daí!"

bolha solar 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
padrão-s.p.esteval-lameira de ordem-palhota-monte fundeiro-borracheira 

terça-feira, junho 02, 2015

para lá do teclado...todo um novo mundo!

 porta aberta a novos mundos 

 trocar de imagem no livro das caras

 para lá do teclado...todo um novo mundo! 

ausente(em abrigo fresco)

concentração 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
rabacinas - sobral fernando - maxiais - giesteiras 

segunda-feira, junho 01, 2015

única.por hoje!

 alface na calçada 

 "ainda consigo ler do alto até ao fundo!"

 hummmmmm!!!

única.por hoje!

crónicas de um bibliotecário-ambulante
cimadas cimeiras - cimadas fundeiras - vergão

sexta-feira, maio 29, 2015

declinados

 uma certa ausência de frio...

 entretanto vão aparecendo,escolhendo e levando!

"este já. este não! este talvez! levo antes o outro."

declinados

crónicas de um bibliotecário-ambulante
pedra do altar - esteve - peral - vale da mua 

quinta-feira, maio 28, 2015

"não trouxe os óculos, mas deixa cá ver..."

 vistas de rua

 "não trouxe os óculos, mas deixa cá ver..."

 "já li!? não, acho que não li este."

escaparate 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
cunqueiros - fórneas - pedras brancas

quarta-feira, maio 27, 2015

abrigo eternamente inacabado

 sauna ambulante! são todos bem vindos.

 folha a folha! imagem a imagem!

 abrigo eternamente inacabado 

vislumbrando 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
vale das balsas - figueira - catraia cimeira - póvoa 

terça-feira, maio 26, 2015

velando

 "aqui ninguém lê!" - será!?

 velando 

gota a gota se faz um oceano 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
alvito da beira - sobrainho dos gaios

sexta-feira, maio 22, 2015

avós que nunca tive


crónicas de um bibliotecário-ambulante

avós que nunca tive
No início foi a incerteza, nunca tinha feito nada igual. Ler para pessoas já era um desafio assustador, ler para pessoas com idades para lá (muito para lá) do equador da vida parecia um repto inalcançável.
As andanças da Bibliomóvel já deambulavam pelas estradas, terras e gentes de Proença-a-Nova, quando fui desafiado a visitar um Centro de Dia para ir ler/contar histórias. Aceitei! Cheio de dúvidas, mas aceitei.
Primeiro dia. As pernas tremiam, a voz emperrava, com o olhar procurava as reações de quem escutava ou simplesmente ali estava. As gargalhadas eram sinal de aprovação e da minha parte constituíam o selar de uma relação que apesar de começar apenas naquele dia, jamais será esquecida.
Passados quase 9 anos a Bibliomóvel continua a estrada e o bibliotecário-ambulante continua semanalmente a visitar aquele Centro de Dia. Nessas passagens fui ganhando a confiança e a amizade com todas as aquelas avós que souberam receber e acolher este que vos escreve de uma forma gentil e carinhosa. Nunca tive o prazer e o privilégio de conviver com as minhas avós, por isso todo o contacto que tenho com todas essas avós adoptivas é absorvido até a exaustão.
Têm sido muitas, aquelas avós emprestadas as quais tenho rendido homenagem pela sua última partida neste jogo da Vida. Hoje despeço-me de uma em particular. A Ti Rosa da Ferraria acolheu-me no seu regaço, a sua alegria contagiante, a sua eterna rabugice e critica sobre a modernidade e claro a sua fabulosa capacidade criativa de jogar com as palavras.
A falta de conhecimento das regras não era impeditivo para jogar esse jogo de emparelhamento das palavras sentidas e que as debitava com uma naturalidade e fluidez impressionante. A cada visita uma mão cheia de quadras trazidas. A cada visita novos conhecimentos aprendidos e recolhidos, base e inspiração daquilo que mais tarde seriam os Ecos de Proença. A cada visita o reforçar daqueles laços que mesmo na fraqueza e no desespero da mudança para um espaço de acolhimento diferente, não enfraqueceram.
As palavras que dentro de si juntava e que a mim ( e não só) dedicava ficam como uma eterna recordação de uma avó que nunca tive.
Adeus Ti Rosa!

 Lá está o Sr Nuno
Carregadinho de carinhos
Abala e vai para o lar
Visitar os velhinhos.

Para visitar os velhinhos
Leva Amor no coração
A quando chega ao lar
Todos lhe apertam a mão

Também cá vem o Sr. Nuno
Bem disposto a trabalhar
Carregadinho de carinho
E de sorrisos para nos dar

Já chegou o sr.Nuno
Gostamos muito de o ver
Quando ele vem para o pé de nós
Ele vem sempre a correr!

Ele vem sempre a correr
Nós temos –lhe muito Amor
Deus queira que a sua vida
Se transforme numa flor.

Já chegou o Sr. Nuno
Vem sempre por bom caminho
Nós queremos que ele cá venha
Até que ele seja muito velhinho.


histórias & afectos

 histórias & afectos

 esplanada

 na busca de...

 "esplanar"

identidade

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