sábado, março 11, 2017

pescador inveterado

pescador inveterado

renascer das cinzas  

prospecção de mercado  

 viver a vida de frente 

"antigamente,antigamente..."

crónicas de um bibliotecário-ambulante
vale d´urso - pergulho - vale de água - serimogão - moitas 

sexta-feira, março 10, 2017

Portugal de Lés a Lés

novelos de histórias e personagens

primeira esplanada 

leituras semi-camufladas 

Portugal de Lés a Lés

a escolher e a chegar

crónicas de um bibliotecário-ambulante
padrão-s.p.esteval-lameira de ordem-palhota-monte fundeiro-borracheira

quinta-feira, março 09, 2017

venda de tecnologia

venda de tecnologia

emparedado  

"para as noites em que não ligo a televisão!" 

arrumo da tecnologia

crónicas de um bibliotecário-ambulante
rabacinas - sobral fernando - maxiais - giesteiras 

terça-feira, março 07, 2017

gárgula

gárgula

escolha alternativa 

"é para ver e tentar fazer!" 

passagem  

"conheci um médico à maneira...finalmente!"

crónicas de um bibliotecário-ambulante
cimadas cimeiras - montinho das cimadas - cimadas fundeiras - vergão - carvalhal

sábado, março 04, 2017

não foi a única!

não foi a única!

secretária giratória  

vem ou não vem!? 

visão encharcada e gelada 

esquizofrenia meteorológica ofuscante

crónicas de um bibliotecário-ambulante
pedra do altar - estevês - peral - vale da mua

sexta-feira, março 03, 2017

" aquele foi um osso duro de ler!"

vidas rasgadas

 novo ponto de encontro na paragem de sempre
procura activa de rede: feito e conseguido
carregamento de telemóvel: feito. 

" aquele foi um osso duro de ler!" 

alvalade em polvorosa

crónicas de um bibliotecário-ambulante
cunqueiros - fórneas - pedras brancas

quinta-feira, março 02, 2017

nos fundos do lugar

nos fundos do lugar  

espaços disponíveis  

vazio e cheio

crónicas de um bibliotecário-ambulante
vale das balsas - figueira - catraia cimeira - póvoa

sábado, fevereiro 25, 2017

nova paragem,novas utilizadoras/frequentadoras

nova paragem: Vale d´Urso 

nova paragem,novas utilizadoras/frequentadoras  

velha fazedora de quadras  

mulher-fortaleza

crónicas de um bibliotecário-ambulante
vale d´urso - pergulho - vale de água - serimogão - moitas 

sexta-feira, fevereiro 24, 2017

braçado de folhas para passar o tempo

braçado de folhas para passar o tempo

sensual tattoo (camuflada)  

reflexiva  

declamação emoldurada  

"levante-se o réu" 

porta-a-porta,Pessoa a Pessoa

crónicas de um bibliotecário-ambulante
padrão-s.p.esteval-lameira de ordem-palhota-monte fundeiro-borracheira

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

casa (meia) cheia

nova paragem  

inaugurações  

uma jóia de pessoa  

casa (meia) cheia

crónicas de um bibliotecário-ambulante
sarzedinha - corgas - malhadal 

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Anfitrião/Guardião que partiu…


CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE

Anfitrião/Guardião que partiu…
Os primeiros quilómetros percorridos, em 2006 ao volante da Bibliomóvel eram de reconhecimento das geografias funcionais, as estradas, as terras, os buracos, as curvas. Serviram também para descobrir e conhecer melhor as geografias emocionais e sentimentais, pessoais e individuais daqueles que iriam fazer e fazem ainda hoje, parte integrante das andanças da Bibliomóvel de Proença-a-Nova.
Aquele lugar, apenas de passagem quinzenal era passado a velocidade moderada, quer pela proximidade das casas, quer pela sinuosidade da estrada. Sensivelmente a meio do lugar, um pequeno largo, despido, encaixado entre as traseiras e as laterais de duas casas, com dois bancos de cimento, pouco confortáveis mas que o engenho humano transformava em poltronas reais, com recurso a pequenas pranchas de cortiça.
Naquela tarde dois vultos surgiam ao fundo da estrada, sentados e curvados. Cada vez mais perto, abrandei a marcha e estaquei mesmo a sua beira. Os olhares desconfiados, uma breve apresentação da pessoa e do projecto, uma promessa de regresso, um olhar clinico de avaliação e vigilância e uma despedida seca. Voltei passados quinze dias!
Apenas um dos dois estava, um velho caçador de mil e uma histórias, não sabia ler mas as folhas e as imagens das lebres, coelhos, perdizes e javalis hipnotizava-o e fazia desenrolar as “estórias” e memórias da “sua cadela” que trazia coelhos e lebres que apanhava com a boca, sem disparos e que alguém por inveja: - “espataram-lhe com um balázio no lombo!” – “era eu quem metia um balázio no fdp que matou a minha cadela, era eu.”. Todo este desenrolar de palavras e momentos era acompanhado pela maestria em enrolar tabaco, quase só com uma mão, uma onça de tabaco, folhas de papel e uma língua, fazia pequenos cigarros, fumados até ao fim e colados com cuspo, na borda do balcão de cimento. Voltei passados quinze dias!
Uma pequena multidão aguardava, ocupando o espaço vital disponível, alguém tinha avisado. Tinha sido o Anfitrião/Guardião.
A passagem dos quinze dias iam sucedendo-se, e o largo ora ia enchendo, ora tinha meia ocupação, ora apenas restava um o Anfitrião/Guardião a quem muitas vezes se juntava a sua esposa, na demanda dos riscos, linhas e sabores das revistas. Um verão passou e a vindima chegou. Um convite imediato para assistir a pisa de substração do néctar precioso, a portas meias com o largo, estava a antiga taberna transformada agora em adega de produção, armazém e degustação do “produto puro sem mistelas algumas!”.
Passavam os anos e passavam os quinze dias, alguns daqueles que preenchiam os bancos iam desaparecendo, pela ordem natural da vida mas o Anfitrião/Guardião estava sempre lá! Quando não estava, aparecia no caminho vindo da sua preciosa vinha, que mostrava com orgulho de obra bem-feita. Fomos conhecendo um pouco mais de cada um, fomos descobrindo cada vez mais e partilhando outro tanto.
O seu passado de polícia na “Dita mai Dura”, quase toda passada na zona do Bairro Alto, era sempre fonte inesgotável de momentos hilariantes e dramáticos, que ora envolviam as belezas estonteantes das coristas do Parque Mayer, as vozes das fadistas mais lindas ora metiam os “queques da linha armados ao pingarelho” sobre os quais metia tudo na linha, apenas com o assomar do cacete. “Outros tempos a mesma vontade” costumava dizer!
O orgulho mal disfarçado com que falava dos filhos e dos netos, era outro traço que dominavam as nossas conversas, a sós ali dentro da sua adega portas meias com o largo, agora cada vez mais vazio. A sua esposa aparecia e trazia nas mãos as revistas que tinha levado quinze dias antes e pedia para ver outras bonitas.
Os maus bocados passados nas rondas não lhe tiraram o sono, mas se havia qualquer coisa que o tirava do sério, eram os políticos de agora e TODOS os que ousavam meter o bedelho no Santuário da Nossa Senhora da Saúde, erguido na sua rua, com o esforço de todos os habitantes.
No final do ano passado, a notícia do seu aparecimento inanimado em casa, não augurava nada de bom. Uma grave lesão cerebral fechou-o permanentemente no mundo hospitalar, donde de tanto em tanto vinham notícias de momentânea esperança ou de resignação face ao seu estado.
Perto do largo habitual, sinais de luzes e buzinadelas pedem para abrandar...a frase sempre igual, sempre inesperada (ou nem tanto!), que martela e martela definitivamente: " então já sabe quem morreu!?!?!"
acabou!
O Anfitrião/Guardião partiu…

Descanse em paz Ti Manel Janeiro.

bloqueio na estrada (uma muleta e a vianda do porco!!)

futura nova paragem  

contas e recados 

busca e desfrute  

you tube creator  

bloqueio na estrada (uma muleta e a vianda do porco!!) 

degraus informativos

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