quinta-feira, maio 28, 2015

"não trouxe os óculos, mas deixa cá ver..."

 vistas de rua

 "não trouxe os óculos, mas deixa cá ver..."

 "já li!? não, acho que não li este."

escaparate 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
cunqueiros - fórneas - pedras brancas

quarta-feira, maio 27, 2015

abrigo eternamente inacabado

 sauna ambulante! são todos bem vindos.

 folha a folha! imagem a imagem!

 abrigo eternamente inacabado 

vislumbrando 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
vale das balsas - figueira - catraia cimeira - póvoa 

terça-feira, maio 26, 2015

velando

 "aqui ninguém lê!" - será!?

 velando 

gota a gota se faz um oceano 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
alvito da beira - sobrainho dos gaios

sexta-feira, maio 22, 2015

avós que nunca tive


crónicas de um bibliotecário-ambulante

avós que nunca tive
No início foi a incerteza, nunca tinha feito nada igual. Ler para pessoas já era um desafio assustador, ler para pessoas com idades para lá (muito para lá) do equador da vida parecia um repto inalcançável.
As andanças da Bibliomóvel já deambulavam pelas estradas, terras e gentes de Proença-a-Nova, quando fui desafiado a visitar um Centro de Dia para ir ler/contar histórias. Aceitei! Cheio de dúvidas, mas aceitei.
Primeiro dia. As pernas tremiam, a voz emperrava, com o olhar procurava as reações de quem escutava ou simplesmente ali estava. As gargalhadas eram sinal de aprovação e da minha parte constituíam o selar de uma relação que apesar de começar apenas naquele dia, jamais será esquecida.
Passados quase 9 anos a Bibliomóvel continua a estrada e o bibliotecário-ambulante continua semanalmente a visitar aquele Centro de Dia. Nessas passagens fui ganhando a confiança e a amizade com todas as aquelas avós que souberam receber e acolher este que vos escreve de uma forma gentil e carinhosa. Nunca tive o prazer e o privilégio de conviver com as minhas avós, por isso todo o contacto que tenho com todas essas avós adoptivas é absorvido até a exaustão.
Têm sido muitas, aquelas avós emprestadas as quais tenho rendido homenagem pela sua última partida neste jogo da Vida. Hoje despeço-me de uma em particular. A Ti Rosa da Ferraria acolheu-me no seu regaço, a sua alegria contagiante, a sua eterna rabugice e critica sobre a modernidade e claro a sua fabulosa capacidade criativa de jogar com as palavras.
A falta de conhecimento das regras não era impeditivo para jogar esse jogo de emparelhamento das palavras sentidas e que as debitava com uma naturalidade e fluidez impressionante. A cada visita uma mão cheia de quadras trazidas. A cada visita novos conhecimentos aprendidos e recolhidos, base e inspiração daquilo que mais tarde seriam os Ecos de Proença. A cada visita o reforçar daqueles laços que mesmo na fraqueza e no desespero da mudança para um espaço de acolhimento diferente, não enfraqueceram.
As palavras que dentro de si juntava e que a mim ( e não só) dedicava ficam como uma eterna recordação de uma avó que nunca tive.
Adeus Ti Rosa!

 Lá está o Sr Nuno
Carregadinho de carinhos
Abala e vai para o lar
Visitar os velhinhos.

Para visitar os velhinhos
Leva Amor no coração
A quando chega ao lar
Todos lhe apertam a mão

Também cá vem o Sr. Nuno
Bem disposto a trabalhar
Carregadinho de carinho
E de sorrisos para nos dar

Já chegou o sr.Nuno
Gostamos muito de o ver
Quando ele vem para o pé de nós
Ele vem sempre a correr!

Ele vem sempre a correr
Nós temos –lhe muito Amor
Deus queira que a sua vida
Se transforme numa flor.

Já chegou o Sr. Nuno
Vem sempre por bom caminho
Nós queremos que ele cá venha
Até que ele seja muito velhinho.


histórias & afectos

 histórias & afectos

 esplanada

 na busca de...

 "esplanar"

identidade

crónicas de um bibliotecário-ambulante
padrão-s.p.esteval-lameira de ordem-palhota-monte fundeiro borracheira

terça-feira, maio 19, 2015

geografias criativas

 "tanto trás para frente,trás para frente já não é para mim...!"

 descobrir as carecas 

 geografias criativas 

 emoldurada 

manufacturado 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
rabacinas - sobral fernando - maxiais - giesteiras 

quinta-feira, maio 14, 2015

festa sustentada

 "lá nessas terras ninguém lê...!" 

 festa sustentada 

 lá na outra margem...

 "a sandra vem ou não vem!?!?!"

mirando 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
cunqueiros - fórneas - pedras brancas

quarta-feira, maio 13, 2015

papo-seco de portugal

 culinária infernal

 buscas gastronómicas 

 papo-seco de portugal  

 dedo a dedo 

 passar a folha 

de regresso a casa 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
vale das balsas - figueira - catraia cimeira - póvoa 

terça-feira, maio 12, 2015

partilhas de courelas na rotunda

 parafuso a mais 

 pneu remendado e de volta ao asfalto 

 partilhas de courelas na rotunda 

 o tempo rotativo 

 regressos na rotunda 

captação imaginativa de rede 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
alvito da beira - sobrainho dos gaios 

sexta-feira, maio 08, 2015

Biblioteca Itinerantes: levar, transportar, disponibilizar Biblioteca e sempre algo mais…


crónicas de um bibliotecário-ambulante

Biblioteca Itinerantes: levar, transportar, disponibilizar Biblioteca e sempre algo mais…

A raiz identitária das bibliotecas itinerantes sempre foi ir e estar junto daqueles que precisam e necessitam dos serviços de uma Biblioteca e, por razões geográficas, ela não está próxima.
As suas origens coincidem com a explosão da Revolução Industrial, que arrastou grandes massas populacionais e transformou as necessidades e também as vontades de acesso as Bibliotecas.
As Bibliotecas Itinerantes possuem no seu ADN essa necessidade de ir e estar mais perto de quem quer ou necessita usufruir dos serviços dessa casa de Liberdade que é uma Biblioteca.
Esse esbater de fronteiras geográficas e funcionais mantêm-se até hoje como a imagem de marca que prevalece e que por todo o Mundo ,resiste, evolui e adapta-se as exigências de um constante devir na produção e necessidades de Informação e Conhecimento, nos mais diversos suportes e formatos.
Essa capacidade de adaptação, circunstância obrigatória para quem faz da estrada o seu território funcional e emocional tem sido a chave para a sua sobrevivência. Vivemos tempos em que o acesso pode ser considerado universal, no entanto, tal como no passado existem franjas (vastas) da população que se encontram fora do circuito habitual de acesso normalizado a um serviço bibliotecário livre.
Valores como a Proximidade, Periodicidade, Cumplicidade, Intimidade e Amizade ajudam (são essenciais!) nessa missão de levar, transportar e disponibilizar Biblioteca.
A preocupação com as pessoas contribuiu e por isso continua a contribuir para que os relatos sobre as boas vivências individuais e comunitárias com as Bibliotecas Itinerantes, sejam idênticos em qualquer das quatro partidas deste Mundo. Uma Biblioteca feita por pessoas para pessoas!
Ir ao encontro das necessidades e vontades daqueles que usam, abusam e desfrutam daquilo que levamos e disponibilizamos é obrigatório e essencial no cumprimento da nossa missão/paixão.
As Bibliotecas mudam (são obrigadas a isso!) os espaços sacralizados de outrora dão lugar a espaços vivos que convidam as comunidades a entrar, a estar, a usar. A desfrutar!
 Essa ligação umbilical entre Biblioteca/Comunidade e que nalguns casos foi/é o garante da sua sobrevivência e resistência contra poderosas ameaças a sua viabilidade e existência, é garantida e reforçada com a adequação dos serviços prestados com as reais necessidades da população que usa ou que pode vir a usar dentro da Biblioteca.
As Bibliotecas Itinerantes são Bibliotecas. Usufruem dessa enorme vantagem de estarem e irem ao encontro dos seus visitantes/utilizadores/Amigos. Esse importante trunfo garante para já uma enorme vantagem nessa relação fraterna, que importa valorizar e reforçar. Força da sua natureza mais informal, podem ajudar a esbater barreiras (que ainda subsistem) mais facilmente, para um total desfrute e usufruto de tudo o que as Bibliotecas disponibilizam.
Quem diariamente e globalmente fazem (e são muitos) acontecer as Bibliotecas Itinerantes por essas estradas, terras e gentes do planeta Terra têm noção das suas especificidades funcionais. Isso não nos transforma em melhores ou piores que todos os outros, apenas diferentes nessa nobre missão de fazer acontecer Biblioteca, como um espaço vivo de Liberdade e Fraternidade onde a Informação, o Conhecimento, os Serviços, os Afectos são elementos primordiais na sua interação e integração na Comunidade que serve e da qual depende.

“Bibliotecas ruins fazem coleções. Bibliotecas boas realizam serviços (dos quais uma coleção é apenas um deles). Bibliotecas excelentes criam comunidades” R.David.Lankes

quinta-feira, maio 07, 2015

"este que aqui vem é um pobrezinho...!"

 "este que aqui vem é um pobrezinho...!"

 uma vara 

 formatura de cachopos 

 formatura emoldurada 

 mãos de fada da terra verde 

uma paragem

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