sexta-feira, março 27, 2015

conforto possível

 chegada 

 observação in loco 

lá do cimo 

 conforto possível 

auto-estima prioritária 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
pergulho - vale de água - serimogão - moitas

quarta-feira, março 25, 2015

noticias do outro lado

 boletim meteorológico 

 vaidade pública 

 logótipo rolante 

noticias do outro lado 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
corgas - malhadal 

terça-feira, março 24, 2015

fully connected (imagem e som)

 fully connected (imagem e som)

 banco de novidades

 original e peculiar 

 propriedade cravada 

esteva

crónicas de um bibliotecário-ambulante
rabacinas - sobral fernando - maxiais - giesteiras

segunda-feira, março 23, 2015

"chibito!"

 "chibito!"

 "planta betadine"

 seiva cicatrizante 

 vista de olhos ao par

guardião felino

crónicas de um bibliotecário-ambulante
cimadas cimeiras - cimadas fundeiras - vergão

sexta-feira, março 20, 2015

trazer,chegar,procurar.levar!

 determinada espera

 trazer

 chegar

 procurar

levar

crónicas de um bibliotecário-ambulante
pedra do altar - esteves - peral - vale da mua

quinta-feira, março 19, 2015

jogada celestial

 retalhos

 indo eu!

 dicas

jogada celestial

crónicas de um bibliotecário-ambulante
cunqueiros - fórneas - pedras brancas

quinta-feira, março 12, 2015

rasgo/estrago

quase 9 anos ao volante da bibliomóvel. 1º furo! 

rasgo/estrago

crónicas de um bibliotecário-ambulante

terça-feira, março 10, 2015

up-grade tecnológico

  skipe: testing 1,2,3 testing!

 video-chamada telemóvel: testing 1,2,3 testing!

 up-grade tecnológico 

 olhando para trás...

 detalhes e pormenores 

conferências 

crónicas de um bibliotecário-ambulante
rabacinas - sobral fernando - maxiais - giesteiras

segunda-feira, março 09, 2015

carta de marear

 dicas divinas

 carta de marear

 memórias e lembranças

"nunca tinha visto estes pontos..."

crónicas de um bibliotecário-ambulante
pedra do altar - estevês - peral - vale da mua

sábado, março 07, 2015

- “Um dia tens de emprestar livros a F.!




crónicas de um bibliotecário-ambulante

- “Um dia tens de emprestar livros a F.!
- Claro que sim. Ela que venha e escolhemos.”.
As semanas passavam e nem sinal. Num qualquer dia quente de Verão, época de retornos dos migrantes, que partiram em busca de novas linhas profissionais e pessoais,a F. surgiu!
Amparada e ladeada por duas familiares (irmãs), o olhar infantil, ingénuo, terno e deslumbrado ao entrar dentro da Bibliomóvel destacou-se. Percorreu o exíguo espaço, ainda mais apertado pelo número de pessoas instaladas e foi avaliando as presenças e as existências arrumadas nas prateleiras.
-“Este já li. Estes tenho lá em casa. Gostei muito deste… Gosto muito desta escritora!”
- Ela gosta muito de ler! A melhor prenda que lhe podemos dar são livros.”
O tom paternalista das familiares estranhou mas percebi imediatamente a razão. F. é mulher feita no físico mas juvenil no intelecto e criança no pensamento e imaginação.
A leitura é um dos seus maiores e melhores prazeres. Leitora de “clinica geral”, embora prefira romances que assaltem e revolvam as emoções. Fiquei feliz pela conquista!
Na passagem seguinte, esfregava as mãos de contente por ter angariado uma nova leitora e uma nova visita para a “sala de leitura ambulante”. Não apareceu. Perguntei e percebi pela resposta, que tal se devia á dificuldade de sair sozinha da segurança da sua casa.
Desde aquele dia em que entrou, visitou a Bibliomóvel e requisitou cinco livros, nunca mais a vi. Nunca mais falei com ela.
Entregou (mandou entregar) os cinco livros e disse (mandou recado) que tinha gostado muito de os ler.
Uma solução de engenharia funcional com vista a satisfação do visitante/utilizador/Amigo precisava-se. Arranjou-se!
Desde aquele dia F. é uma das nossas melhores leitoras, no volume de requisições e mais fácil de contentar com as escolhas feitas, muitas vezes de olhos fechados, mas de coração aberto por saber que nenhuma será rejeitada.
Apesar de nunca ter voltado a entrar dentro da Bibliomóvel, arranjei um Mercúrio - (deus romano) mensageiro dos deuses, que solicitamente nunca se negou a protagonizar esse papel especial de intermediário entre um almocreve das letras e de um dos seus melhores clientes.
Estas mensagens de palavras escritas e sentidas por outros, são trocadas quinzenalmente ou mensalmente, consoante o seu ritmo de leitura. Sem obrigações e sem preocupações com datas, fichas de requisição ou qualquer outro obstáculo burocrático. Nunca preenchi fichas de requisição e nunca houve oportunidade de fazer o cartão de utilizadora! Mas existe nos registos funcionais e sentimentais desta Biblioteca.
Esta troca comercial feita de palavras escritas e sensações de dever cumprido entre três parcelas, separados entre si mas juntos nesta sinergia de esforços para que se cumpra e faça acontecer Biblioteca Pública.
- “Um dia tens de emprestar livros a F.!
- Claro que sim. SEMPRE!”