sexta-feira, abril 29, 2022

1 aldeia,Uma Pessoa? sim, precisamente porque é Uma Pessoa!

1 aldeia,Uma Pessoa? sim, precisamente porque é Uma Pessoa!

"- inté daqui a 15 dias sr.nuno, vá com saúde que a vida é uma peregrinação de penitentes..."

"ohhhh me menino vai ligando aí a maquineta, vou a casa buscar o dinheiro para dar aos gajos do Estado e da Meo!!!"

lugar de respirações

 CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE

quarta-feira, abril 20, 2022

94 anos a segurar o mundo e a vida com as mãos

94 anos a segurar o mundo e a vida com as mãos

"Vivemos todos, neste mundo, a bordo de um navio saído de um porto que desconhecemos para um porto que ignoramos; devemos ter, uns para os outros, uma amabilidade de viagem."
Fernando Pessoa

a terrível repetibilidade da história

garagem magnifica

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE

 

quinta-feira, abril 07, 2022

quotidiano noticiário encostado e escalpelizado

quotidiano noticiário encostado e escalpelizado 

mensageira

hospitalidade de portas bem abertas

estátua viva

mono fofinho e uma máquina infernal nos caminhos

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE



 

quinta-feira, março 31, 2022

montra sortida de palavras cruzadas e emparelhadas

montra sortida de palavras cruzadas e emparelhadas

sopros de fiandeira

ensaio para a recriação no fiar dos novelos da memória.

"este é bom, gostei muito e e acho que tem tudo para tu gostares também!"

Amigos que aparecem,que estão,que usam,que vêm e que são a Razão de nós irmos até eles.

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE

 

quinta-feira, março 17, 2022

Biblioteca: aerossol de Liberdade,Fraternidade e Igualdade

Biblioteca: aerossol de Liberdade,Fraternidade e Igualdade

fornada comunitária

"entre este e este,levo este. este tem mais folhas!"


aparição fora da rota, sempre disponível para abastecer de "coisas não coisas" que as Bibliotecas Públicas têm e dão.

crónicas de um bibliotecário-ambulante

sexta-feira, março 04, 2022

"kill your televison!!!"

 
gratidão

posto de vigia

pinga encharcada

porta de serventia para "coisas não coisas"

modelos

perdeu definitivamente a cabeça

"kill your televison!!!" 

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE

sexta-feira, fevereiro 11, 2022

a Luz do caminho!

a Luz do caminho!

tarde de esplanada

outros tempos,outras vontades e necessidades

folhas de sabor e folhas de pagamento

"folhinhas de sabores!"

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE

 

quarta-feira, fevereiro 09, 2022

trono e fortaleza

trono e fortaleza

sentido obrigatório: ir,estar e dar Biblioteca Pública

inauguração dos novos equipamentos e fruição dos velhos hábitos

oportunidades e melhores condições de acesso a uma espécie de rede global. 

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE

terça-feira, janeiro 25, 2022

a original,a de substituição e a mesma Vontade de Fazer Acontecer!

a original,a de substituição e a mesma Vontade de Fazer Acontecer!


e cá está a torre de livre abastecimento


e lá foi!

e cá chegou

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
 

terça-feira, novembro 30, 2021

horizontes das memórias

horizontes das memórias

"- lembrei-me muitas vezes de si, fiquei sozinho com 5 filhos,foi difícil mas a vida continua."
eu também me lembrei muitas vezes de si,no hospital, das nossas "cunbersas" sobre a vida, as suas injustiças e surpresas.
sim,tem toda a razão a Vida continua.

verso e frente

frente e verso

 CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE

terça-feira, novembro 16, 2021

-“Fuuuuzoossssss!!!” -“Maaaama Suumaeee!!!”

DESCANSE EM PAZ


 
-“Fuuuuzoossssss!!!” -“Maaaama Suumaeee!!!
perdidos nos baús da memória ecoam estes gritos de guerra,motivação e provocação que serviram de apresentação a uma das personagens e uma das Pessoas mais impactantes( e já são algumas) com as quais cruzei caminhos ao longo destes 15 anos. Um Amigo que ganhei, não de sempre mas para Sempre!
A memória é difusa sobre como o conheci mas aquele grito de apresentação com que entrou no “Chapéu de Ferro” tasca e abrigo acolhedor naquelas tardes frias que chamavam por lareira, copo( de algo),côdeas de pão com conduto e “cunbersas”, ficou indelevelmente registado no meu sistema afectivo e fraterno.
-“Fuuzooossss!!” um tom cavernoso e poderoso oleado com a lama de Vale de Zebro ecoa na entrada a que se segue uma resposta:-“ Maaaama Suumae!” uma voz roufenha,alimentada a tabaco, macieira e cacimbo do mato, ecoou em resposta do fundo do balcão.
Um Fuzileiro a dar o ar da sua graça e um Comando a responder à letra, uma luta de galos entre irmãos de armas, um combate sem trincheiras sobre feridas de guerra, perigos esforçados,medos(quase inexistentes),dureza e os métodos de sobrevivência no antes, no durante e no pós guerra.Tudo alimentado a médias,macieira e bagaço.
Apresentações feitas, rápidas e singelas imediatamente a comporta abriu-se de momentos, de histórias de caserna, de recrutas, das putas,do mato,das operações, dos “ filhos da putas”.
Percebi imediatamente que tinha ali encontrado ponto de escuta e que ponto de escuta. Encontro marcado para daqui a 15 dias, 3/4 livros no regaço sobre guerras mundiais e coloniais e não falhou como raramente falhava e invariavelmente os nossos encontros serviam para despejar TUDO, literalmente TUDO e inexplicavelmente a conversa podia ser sobre um qualquer assunto mas a agulha na carta de marear do Sr.Amaro/Sr.Bento(nunca consegui acertar na maneira mais correcta e como ele gostava mais)iria sempre bater nos Fuzileiros antes,durante e depois da Guerra Colonial.
Aquelas primeiras vezes duraram até que um dia a ausência foi mais prolongada e prolongou-se ainda mais, o encerramento da tasca tirou-nos o lugar de encontro e mais tarde vim a saber os excessos abateram a máquina de guerra e levaram-no para um estaleiro de recuperação da embarcação.
Quase um ano depois, por mero acaso num outro poiso reconheci a figura ou melhor ia passando e não a reconhecia, um cumprimento efusivo as perguntas inquisidoras da praxe e as respostas, sinceras e sem filtros como habitualmente: “ estive no hospital a recuperar, um dia estava todo fodido, mesmo todo e meti nos queixos um garrafão de aguardente e foi até meter o dedo…o corpo não aguentou, o pâncreas levou muita pancada!! Mandou-me parar. Eu parei, nunca mais lhe toco!”.
Restabelecido o contacto e organizado a visita ao seu torrão natal à porta de sua casa, um estacionamento provisório e periclitante tornou-se desde então o nosso lugar de encontro,lugar de troca mútua de livros,histórias,estórias e sempre algo mais. Mesmo na sua ausência, havia um código estabelecido para deixar num determinado lugar o saco com a mercadoria e lá estaria o respectivo material de troca,devolvido,lido e bem lido.
Um telefonema, aqueles malditos telefonemas que invariavelmente começam” sabes que morreu!?” e ficamos assim suspensos…e depois caímos umas vezes com menos impacto outras vezes ficamos pregados como uma estaca,imóveis e impassíveis. A Morte não me é estranha e levou-me muito,tanto e parece que ficamos ou vamos ganhando imunidade. Não Vamos! Não Vamos!
Descanse em paz Sr.Amaro/Sr.Bento (nunca consegui acertar na maneira mais correcta e como ele gostava mais)!
O combate final do último bravo do pelotão terminou.

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE

terça-feira, novembro 02, 2021

protecção extra

falhar ou não falhar


plateia curiosa e despida de preconceito

santo quebrado no altar


em modo de continuar a fazer acontecer

protecção extra

crónicas de um bibliotecário-ambulante