segunda-feira, maio 19, 2008

(http://blx.cm-lisboa.pt)

CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE

Caminhante, as tuas pegadas

São o caminho e nada mais;

Caminhante não há caminho,

O caminho faz-se ao andar.

Ao andar faz-se o caminho

E ao olhar-se para atrás,

Vê-se a senda que jamais,

Se há-de voltar a pisar.

Caminhante não há caminho,

Somente sulcos no mar.

António Machado

Heranças

O “maduro Maio” de 1958 trouxe a luz do dia os primeiros “Carros-Biblioteca”, idealizados por José Branquinho da Fonseca e materializados pela Fundação Calouste Gulbenkian.
A influência nas gentes que as usaram e se apropriaram deste serviço excelente e de excelência, ainda hoje permanece fresca nas memórias, bem como a influência que teve para a vida escolar, profissional e pessoal de cada habitual e fervoroso utilizador.
Após um período de alguma estagnação, em boa hora alguns municípios voltaram a dar alento e uma nova oportunidade a estes veículos de transporte não só de cultura e informação, mas que se transformaram em autênticos companheiros de passagens assíduas e rotineiras.
A Bibliomóvel nestes dois anos de mil curvas percorridas, mil histórias ouvidas e contadas e das mil e uma histórias por ouvir e contar, foi-se transformando num espaço único de partilha de emoções, sentimentos, velhos sonhos e eternos desejos.
A sua presença auxiliou e incentivou os seus utilizadores em busca de novas oportunidades na busca de informação formativa e no processo fabuloso e mágico de descoberta do livro e da leitura.
A herança deixada pelos “Carros-Biblioteca” da Fundação Calouste Gulbenkian é carregada de responsabilidade e de um peso simbólico que com orgulho carregamos e que todos os dias tentamos prosseguir e melhorar, não para fazer história, mas para tentar ser dignos de pertencer a uma história que começou à 50 anos atrás e que queremos e desejamos que o seu rasto de sabedoria e companhia prevaleça.

O Papalagui