quarta-feira, fevereiro 27, 2008
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
“ Emcelências”
Durante as quarenta noites dos quarenta dias que dura a Quaresma, na aldeia dos Cunqueiros, cantam-se e rezam-se as “Emcelências” em memória das almas que já partiram. À noite as mulheres e apenas elas, reúnem-se nos locais mais elevados da aldeia e doze vezes cantam e rezam, numa voz arrastada a mesma canção/oração:
“Pelas duas emcelências que a Virgem tivestes, Srª da Graça, que graça nos destes;
Se vos o merecestes de ser Rei coroado, Rainha dos anjos, Mãe de Deus chamado;
Rainha dos Anjos coberta de flores, viestes ao mundo salvar os pecadores;
Salvador do Mundo que a todos salvas, salvai a minha alma, bendita sejais;
Bendita sejais não lhe sei pedir, não sou merecedor do Senhor me ouvir.
Oh Avé-Maria cheia de graça, Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres, bendito é o fruto do vosso ventre que nasceu Jesus.
Jesus Santa Maria sois a mãe de Deus, rogai por nós, por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte.
Ámen Jesus Maria José.” (12x)
Ofertório
“Oh Almas benditas que lás estais esperando pelas emelências que estamos rezando;
Oh Almas benditas pedi ao Senhor que nos leve a glória pelo seu Amor;
Oh Almas benditas pedi-lhes também que nos leve a glória para sempre.
Ámen” (1X)
CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
CUNQUEIROS - FORNEAS
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
quinta-feira, janeiro 31, 2008
O fim de mais uma jornada é acompanhado pelo suave e terno deslizar do sol rumo as serranias, porto de abrigo que o acolhe no seu lado lunar.
Ainda no interior da última paragem da jornada, reconheço um olhar e uma voz que reclamam a minha presença. È um dos habituais frequentadores (hoje ausente) das nossas tertúlias quinzenais:
- Boas Tardes!
- Olá Amigo Boas Tardes! Então tudo em ordem? Hoje não apareceu!
- É verdade estou aqui a espera das senhoras do Centro de Dia!
Desço da Bibliomóvel e vou ao seu encontro, cumprimento-o e damos dois dedos de conversa. Na ombreira de uma porta uma placa em mármore branco sobressai no negro do xisto, nela está inscrita uma expressão:
– COKA MISSAVA –
Questiono-me sobre o seu significado e pergunto o seu valor:
- Sabe…! Em Moçambique…! Havia uma altura do ano que a água corria do céu, havia muita cheia…, os rios transbordavam e alagavam as terras e as estradas. Nas fazendas fazia-se tudo, e mais houvesse, para evitar que a água levasse o trabalho de um ano. Construíam-se diques e barreiras de terra e pedras.
Eu era capataz de uma fazenda e nessas alturas estava sempre a gritar: Puxa Terra, Puxa Terra !!
Assim ficou o nome – COKA MISSAVA – que na fala deles significa o Puxa Terra.
Mais um dia, mais histórias de uma vida, mais um ensinamento para a vida.
O Papalagui
ALVITO DA BEIRA - SOBRAINHO DOS GAIOS
quarta-feira, janeiro 23, 2008

http://adrianepandora.blogspot.com/
http://bibliotecarioanarquista.blogspot.com/
http://bibliotecariodebabel.com/
http://www.armindoalves.blogspot.com/
Bem Haja por fazerem parte das minhas andanças pela blogesfera!
segunda-feira, janeiro 21, 2008
sexta-feira, janeiro 11, 2008
quarta-feira, janeiro 09, 2008
quinta-feira, janeiro 03, 2008
sexta-feira, dezembro 21, 2007
ADEUS, BOAS TARDES E ATÉ AO MEU REGRESSO...
Passado um ano e meio das andanças, por terras e gentes de Proença-a-Nova com a Bibliomóvel, creio que é possível fazer um balanço institucional e pessoal muito positivo e enriquecedor.
O estabelecimento de novas paragens (Rabacinas, Palhota, Monte Fundeiro, EB1 das Moitas), mostram o entusiasmo com que este serviço está a ser encarado pelas populações que o abordam e utilizam de forma tão ávida e interessada.
O objectivo básico de disponibilização de informação e conhecimento, sofreu e sofre diariamente constantes ultrapassagens, num contínuo ir mais além, que é fomentado e alimentado.
Aproveitando a periodicidade, a proximidade, e, até a amizade desenvolvida, procura-se não só tentar criar hábitos de cumplicidade com o objecto livro, jornal, revista, etc. incentivando o acto da leitura, mas ao mesmo tempo dar um cariz mais social de apoio a populações envelhecidas a quem o crescimento e o desenvolvimento apenas deixou marcas de isolamento e alguma solidão.
A visibilidade da Bibliomóvel para além das fronteiras do concelho de Proença-a-Nova, onde está consolidado, foi conseguida através do destaque concedido pela ACLEBIM ( Associacion Castelana e Leonesa de Bibliotecas Moviles) na sua pagina web à Bibliomóvel de Proença-a-Nova durante o mês de Agosto, e que culminou na sua participação no III Congresso Nacional De Bibliotecas Moviles, que se realizou em Guadalajara (Espanha).
Durante esse congresso a Bibliomóvel serviu de modelo a uma reestruturação dos serviços de bibliotecas móveis da região de Castilla
Em jeito de reflexão final, podemos afirmar que o sucesso desta iniciativa se deve ao facto de termos ido ao encontro das necessidades de uma população desejosa, não apenas de informação e conhecimento que levamos até elas em diversos suportes, mas do concretizar de velhos anseios e eternas vontades de uma companhia amiga e solidária.
A periodicidade com que nos dirigimos aos locais mais distantes do concelho de Proença-a-Nova apazigua momentaneamente esses momentos de isolamento e solidão, tão apetecíveis e atractivos para uns, mas insuportáveis e insustentáveis para quem diariamente e consecutivamente convive com esses sentimentos.
Não se pense que são precisos grandes eventos e festividades para combater esta maleita, basta usar como “aspirina” um simples “Boas Tardes!”, numa voz diferente do círculo habitual dessas gentes e logo um sorriso espelhado não nos lábios, mas nos olhos desponta nas faces destas gentes.
Simplesmente “Boas Tardes”!
O Papalagui
