ALVITO DA BEIRA - SOBRAINHO DOS GAIOS
quarta-feira, julho 30, 2008
ALVITO DA BEIRA - SOBRAINHO DOS GAIOS
sexta-feira, julho 25, 2008
segunda-feira, julho 21, 2008
segunda-feira, julho 14, 2008
sexta-feira, julho 11, 2008

- VISÃO GLOBAL-
Domingo 12.h (a seguir ao noticiário)
reportagem sobre a Bibliomóvel
http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?prog=2311
Visão Global - 13/07/08
ficheiro WMP - cursor em 34'54"
quarta-feira, julho 02, 2008
quinta-feira, junho 26, 2008
Com a criação da Maletras – A Mala das Letras serviço de apoio bibliotecário aos Centros de Dia do concelho de Proença-a-Nova, pretende-se transportar alguma animação a gentes que pela dura realidade da nossa existência se transformaram em reflexos de outrora, limitando-se a esperar que as horas e os dias passem.
Aqui os nossos objectivos como bibliotecários, na promoção do livro e da leitura, a disponibilização eficaz e eficiente da informação é de certo modo substituído pela tentativa de levar algum conforto emocional com palavras e presença amistosa, que possam mitigar um pouco a falta do aconchego do lar, a saudade pela ausência dos entes queridos, a falta de vigor físico e mental, enfim o desalento da impotência sentida por se verem cada vez mais excluídos e dependentes dos processos habituais e básicos da sua subsistência.
A incerteza da reacção à nossa visita é um sentimento que assalta o meu intimo pensar, a cada nova paragem da Bibliomóvel. No entanto essa incerteza era agora maior e causava, confesso, alguma ansiedade.
Essa ansiedade era sem dúvida proporcional à dúvida sobre qual seria a recepção dos utentes do primeiro Centro de Dia a ser visitado pela Maletras, durante a curta viagem, mil e uma imagens e sons passaram-me pelos sentidos, mil e uma ideias assaltaram-me a razão, mil e uma duvidas cercaram a minha mente, apenas uma certeza… a vontade de fazer sempre o melhor possível.
Foi com essa vontade de sempre e creio que para sempre, que entrei porta a dentro…
Depois da saudação, peguei num livro que estava na Maletras, sobre usos e costumes do concelho de Proença-a-Nova e começamos, em conjunto um exercício de busca de significado para algumas palavras e expressões usadas pelos seus habitantes, em tempos idos e que permaneceram na
memória destas gentes, embora grande parte delas estejam ainda no vocabulário quotidiano destas terras.
- “Começamos pela primeira letra do alfabeto, a palavra abagado, o que acham que ela significa!?
-Abagado…!? Eu acho que é algo caído!
- Aquela casa está abagada, abandonada, acho que é isso, não é?
- È mesmo isso, acertaram!
-Aqui vai outra, a palavra abentesma, o que significa? (gargalhada geral)
-Olhe anda para aí com cada abentesma!!
-Isso é uma pessoa mal jeitosa, toda sem acareio!
- Acareio?? E essa o que significa?
- Significa que uma pessoa com acareio é uma pessoa jeitosa, bem compostinha!
-Encontrei aqui outra interessante, berzundela, o que é?
-Olhe andam por aí muitas abentesmas com grandes berzundelas…!
- Isso é os bêbedos…!
-Então e uma parouvela?
- Uma parouvela é uma ventania…!
-Uma rajada de vento…! Vem uma parouvela de vento e levanta-nos a saia…!
- O que é uma garouva?
- Olhe isso éramos nós quando mais novas, éramos muito brincalhonas, agora é que já não…!”
Na viagem de retorno uma imagem ficou gravada na minha memória e que apagou toda a ansiedade inicial, as gargalhadas dadas durante aquele exercício de reavivar palavras e expressões, fizeram surgir no meu interior o sentimento de plenitude e de missão cumprida, mas não finalizada.
O Papalagui
quarta-feira, junho 11, 2008
http://www.bibliobuses.com/actualidadamaletras.htmecos fronteiriços
CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE


quinta-feira, junho 05, 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
segunda-feira, maio 19, 2008
CRÓNICAS DE UM BIBLIOTECÁRIO-AMBULANTE
Caminhante, as tuas pegadas
São o caminho e nada mais;
Caminhante não há caminho,
O caminho faz-se ao andar.
E ao olhar-se para atrás,
Vê-se a senda que jamais,
Se há-de voltar a pisar.
Caminhante não há caminho,
Somente sulcos no mar.
Heranças
A influência nas gentes que as usaram e se apropriaram deste serviço excelente e de excelência, ainda hoje permanece fresca nas memórias, bem como a influência que teve para a vida escolar, profissional e pessoal de cada habitual e fervoroso utilizador.
Após um período de alguma estagnação, em boa hora alguns municípios voltaram a dar alento e uma nova oportunidade a estes veículos de transporte não só de cultura e informação, mas que se transformaram em autênticos companheiros de passagens assíduas e rotineiras.
A Bibliomóvel nestes dois anos de mil curvas percorridas, mil histórias ouvidas e contadas e das mil e uma histórias por ouvir e contar, foi-se transformando num espaço único de partilha de emoções, sentimentos, velhos sonhos e eternos desejos.
A sua presença auxiliou e incentivou os seus utilizadores em busca de novas oportunidades na busca de informação formativa e no processo fabuloso e mágico de descoberta do livro e da leitura.
A herança deixada pelos “Carros-Biblioteca” da Fundação Calouste Gulbenkian é carregada de responsabilidade e de um peso simbólico que com orgulho carregamos e que todos os dias tentamos prosseguir e melhorar, não para fazer história, mas para tentar ser dignos de pertencer a uma história que começou à 50 anos atrás e que queremos e desejamos que o seu rasto de sabedoria e companhia prevaleça.
O Papalagui


